quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sem-abrigo

Eles são como nos… vivem, respiram, amam, odeiam, choraram e tentam da melhor forma que podem, chegar ao dia seguinte.
Ao contrário de nós, não tem casa ou qualquer outro local onde possam viver, com o mínimo de condições, não têm dinheiro e é-lhes difícil arranjar que comer. São homens e mulheres, de crianças a idosos negligenciados, desprezados, descriminados e culpabilizados por muitos dos males da nossa sociedade. Eles são o sem-abrigo!
Ao passarmos por eles, ao olharmos para eles sentimo-nos superiores, sentimos piedade.
Descartamos essa culpa arranjando desculpas como: “Não se escorçam e agora andam a mendigar”, ou “Se querem dinheiro, porque não trabalham”, “Se estão nesta situação, é porque fizeram algo para o merecer” e “Andam todo o dia a mandriar e agora vêm pedir”… mas verdade seja dita, nenhum de nós sabe como chegaram estas pessoas às ruas, a uma situação tão desesperada. Em casos o que pensamos pode até ser realidade, mas poderemos realmente julgar? Estaremos na posição para julgar? Todos temos os nossos problemas e vivemos como podemos.
Podemos também ultrapassar a culpa dando-lhes um moeda, que para mais não serve do que para um café, e depois afastamo-nos tentando apagar a memoria amarga do acontecimento, seguimos em frente sem um segundo pensamento em relação às dificuldades que estas encontraram a seguir. Porque reconhecemos algo de nós nesta pessoas, porque vimos no que nos poderíamos tornar numa situação diferente… por estas razões agimos como agimos.
Este ano, no âmbito de Área de Projecto o nosso grupo decidiu fazer um trabalho sobre voluntariado. No 2º período deste ano, centramos os nossos esforços a trabalhar para ajudar estas pessoas, os sem-abrigo. Ao longo do período desenvolvemos uma campanha de recolha de roupas, para mais tarde doar a uma instituição que trabalha com os sem-abrigo. Ficámos felizes com os resultados, uma vez que conseguimos recolher uma grande quantidade de roupas em condições para doar e porque as pessoas contribuíram, demonstrando que nem todos ignoram estas pessoas em dificuldades.
Realizámos também trabalho de voluntariado, como por exemplo ao ajudarmos num dos eventos da associação Pão de Todos para Todos entre outras acções de solidariedade.

















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