Uma Causa Mil Sorrisos
Tudo começou no início do ano lectivo de 2008/2009. No dia 25 de Setembro cinco jovens – Diogo Rodrigues, Inês Marques, João Romero, Magda Costa e Sofia Serra – juntaram-se para trabalhar o tema do “Voluntariado”, cujo nome viria a modificar-se para “Uma Causa Mil Sorrisos”. Estava dado o primeiro passo!
Este trabalho pretende sensibilizar as pessoas no sentido de haver uma maior adesão ao trabalho de voluntariado e dar a conhecer à sociedade a forma como as dificuldades afectam cada geração, através do trabalho de acção social. Queriam dar a conhecer o que realmente significa ser-se voluntário.
Deitaram “mãos à obra” e esboçaram um plano que os orientaria ao longo do ano. No primeiro período iriam tratar do voluntariado com crianças, no segundo período iriam tratar da exclusão social para com indivíduos adultos e no terceiro período iriam tratar do “abandono” de idosos. No entanto o trabalho que iriam realizar mostrou-se diferente daquilo que haviam imaginado: os problemas surgiram!
Começaram a pensar que instituições haviam de contactar para os ajudar na sua “demanda” e de imediato vários nomes lhes vieram à cabeça: a Casa Sol, a Casa Pia, a Casa do Gil, o Nariz Vermelho, a Comunidade de Vida e Paz, o Banco Alimentar (2º período), contactaram também o Hospital de Stª. Maria… apenas algumas se dispuseram a contribuir.
De todas as instituições só a Casa Sol aceitou os brinquedos, roupas e livros que o grupo havia recolhido numa campanha e o Nariz Vermelho veio à escola fazer uma conferência... Mas ainda não era o suficiente!
A conselho de um amigo contactaram o Banco de Voluntariado – instituição que promove a prática de voluntariado. Esta instituição mostrou-se disponível e deu um grande apoio. Encontrou actividades que ajudariam em todos os aspectos do trabalho e aceitou também realizar uma conferência.
O grupo está ainda a sortear um Cabaz de Páscoa e a fazer outra recolha, desta vez apenas de vestuário, para ajudar as pessoas que necessitam da nossa ajuda.
Ao longo do trabalho que já foi realizado o nosso grupo encontrou vários obstáculos – dificuldades em contactar instituições, em dividirmos o trabalho que iríamos realizar ao longo do ano, dificuldades em conciliarmos o tempo que iríamos despender com este trabalho, com as aulas e outras actividades.
Vale a pena o esforço por mil sorrisos.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Sem-abrigo
Eles são como nos… vivem, respiram, amam, odeiam, choraram e tentam da melhor forma que podem, chegar ao dia seguinte.
Ao contrário de nós, não tem casa ou qualquer outro local onde possam viver, com o mínimo de condições, não têm dinheiro e é-lhes difícil arranjar que comer. São homens e mulheres, de crianças a idosos negligenciados, desprezados, descriminados e culpabilizados por muitos dos males da nossa sociedade. Eles são o sem-abrigo!
Ao passarmos por eles, ao olharmos para eles sentimo-nos superiores, sentimos piedade.
Descartamos essa culpa arranjando desculpas como: “Não se escorçam e agora andam a mendigar”, ou “Se querem dinheiro, porque não trabalham”, “Se estão nesta situação, é porque fizeram algo para o merecer” e “Andam todo o dia a mandriar e agora vêm pedir”… mas verdade seja dita, nenhum de nós sabe como chegaram estas pessoas às ruas, a uma situação tão desesperada. Em casos o que pensamos pode até ser realidade, mas poderemos realmente julgar? Estaremos na posição para julgar? Todos temos os nossos problemas e vivemos como podemos.
Podemos também ultrapassar a culpa dando-lhes um moeda, que para mais não serve do que para um café, e depois afastamo-nos tentando apagar a memoria amarga do acontecimento, seguimos em frente sem um segundo pensamento em relação às dificuldades que estas encontraram a seguir. Porque reconhecemos algo de nós nesta pessoas, porque vimos no que nos poderíamos tornar numa situação diferente… por estas razões agimos como agimos.
Este ano, no âmbito de Área de Projecto o nosso grupo decidiu fazer um trabalho sobre voluntariado. No 2º período deste ano, centramos os nossos esforços a trabalhar para ajudar estas pessoas, os sem-abrigo. Ao longo do período desenvolvemos uma campanha de recolha de roupas, para mais tarde doar a uma instituição que trabalha com os sem-abrigo. Ficámos felizes com os resultados, uma vez que conseguimos recolher uma grande quantidade de roupas em condições para doar e porque as pessoas contribuíram, demonstrando que nem todos ignoram estas pessoas em dificuldades.
Realizámos também trabalho de voluntariado, como por exemplo ao ajudarmos num dos eventos da associação Pão de Todos para Todos entre outras acções de solidariedade.








Ao contrário de nós, não tem casa ou qualquer outro local onde possam viver, com o mínimo de condições, não têm dinheiro e é-lhes difícil arranjar que comer. São homens e mulheres, de crianças a idosos negligenciados, desprezados, descriminados e culpabilizados por muitos dos males da nossa sociedade. Eles são o sem-abrigo!
Ao passarmos por eles, ao olharmos para eles sentimo-nos superiores, sentimos piedade.
Descartamos essa culpa arranjando desculpas como: “Não se escorçam e agora andam a mendigar”, ou “Se querem dinheiro, porque não trabalham”, “Se estão nesta situação, é porque fizeram algo para o merecer” e “Andam todo o dia a mandriar e agora vêm pedir”… mas verdade seja dita, nenhum de nós sabe como chegaram estas pessoas às ruas, a uma situação tão desesperada. Em casos o que pensamos pode até ser realidade, mas poderemos realmente julgar? Estaremos na posição para julgar? Todos temos os nossos problemas e vivemos como podemos.
Podemos também ultrapassar a culpa dando-lhes um moeda, que para mais não serve do que para um café, e depois afastamo-nos tentando apagar a memoria amarga do acontecimento, seguimos em frente sem um segundo pensamento em relação às dificuldades que estas encontraram a seguir. Porque reconhecemos algo de nós nesta pessoas, porque vimos no que nos poderíamos tornar numa situação diferente… por estas razões agimos como agimos.
Este ano, no âmbito de Área de Projecto o nosso grupo decidiu fazer um trabalho sobre voluntariado. No 2º período deste ano, centramos os nossos esforços a trabalhar para ajudar estas pessoas, os sem-abrigo. Ao longo do período desenvolvemos uma campanha de recolha de roupas, para mais tarde doar a uma instituição que trabalha com os sem-abrigo. Ficámos felizes com os resultados, uma vez que conseguimos recolher uma grande quantidade de roupas em condições para doar e porque as pessoas contribuíram, demonstrando que nem todos ignoram estas pessoas em dificuldades.
Realizámos também trabalho de voluntariado, como por exemplo ao ajudarmos num dos eventos da associação Pão de Todos para Todos entre outras acções de solidariedade.
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